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RIO SÃO FRANCISCO GANHA GRANDE VOLUME DE ÁGUA NO INÍCIO DE 2020.

Desde do início de janeiro de 2020 as chuvas intensas na região central de Minas Gerais vem aumentando o nível do Rio São Francisco. Desta vez, a cheia foi causada principalmente pela abertura das comportas da Usina Hidroelétrica de Três Marias, após chuvas intensas nas cabeceiras do rio, e também pelas chuvas expressivas que caíram sobre o norte de Minas. Muitas cidades tiveram um aumento do nível como Bom Jesus da Lapa que aumentou 8,02 metros, Morpará com 7,03 as informações são do Sistema Nacional de Informações sobre Recursos Hídricos (SNIRH), por meio da Rede Hidrometeorológica Nacional (RHN). Na Usina Hidroelétrica de Três Marias a vazão já diminuiu pela metade nos últimos sete dias. O vertimento iniciado em 28 de fevereiro foi ampliado em 5 de março, chegando a mais de 2 mil metros cúbicos por segundo. O nível do reservatório de Três Marias estabilizou e permanece com quase 96% do volume útil ocupado. O outro reservatório do rio, da Hidroelétrica de Sobradinho, atingiu 56,06% de sua capacidade, com tendência de crescimento nos próximos dias devido à chegada das águas de Três Marias e das chuvas sobre a bacia. O reservatório da Hidroelétrica Luiz Gonzaga (Itaparica), também na Bahia, está em 38,72% de seu volume.

Piores Secas do Rio São Francisco: Segundos dados históricos da Agência Nacional de Águas (ANA), as piores historicamente registradas ocorreram de 2014 a 2018. Os dados são coletados pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM) desde 1927, das dez piores secas registradas, cinco ocorreram nos últimos 10 anos, entre 2014 e 2018. Outros três anos de grande seca foram registrados na década de 50 (1954, 1955, 1959), uma na década de 30 (1932) e outra na década de 70 (1971). A seca se estendeu pelos anos de 2015 e 2016, com novos picos de baixa principalmente no ano de 2017. Neste período, a navegação que ainda existia no rio foi praticamente toda suspensa. Algumas cidades ribeirinhas chegaram a fica isoladas devido á dificuldade enfrentada pelas balsas para fazer a travessia. A lagoa de Itaparica, em Xique-Xique (BA), maior lagoa das margens do rio, secou completamente em 2017, causando a mortalidade de milhares de peixes. Somente em 2019, o nível do rio começou a se recuperar, até atingir cheia novamente em 2020. Nesses mais de 90 anos de registros, o dia 24 de outubro de 2014 foi o dia em que passou menos água pelo rio. A vazão mínima registrada foi de apenas 233,451 m³/s. Em Sobradinho (BA) chegou ao seu pior nível no final de 2015, apenas 1,03% de volume útil. A seca se estendeu pelos anos de 2015 e 2016, com novos picos de baixa principalmente no ano de 2017. Neste período, a navegação que ainda existia no rio foi praticamente toda suspensa. Algumas cidades ribeirinhas chegaram a fica isoladas devido á dificuldade enfrentada pelas balsas para fazer a travessia.

Maiores Cheias do Rio São Francisco: A cheia de 1979 é a maior já registrada desde 1501, quando o navio de Américo Vespúcio chegava à foz do rio pela primeira vez. Esse ano foi marcado por grandes enchentes e inundações em vários municípios da bacia. Naquele histórico mês de janeiro, o nível do rio em Carinhanha chegou a surpreendentes 9,83 metros, quase três metros a mais do que o registrado nesta quinta-feira. Outra grande cheia no Velho Chico foi registrada em 1992, outro ano de grandes enchentes na Bahia e em áreas do Sudeste do brasileiro. Na ocasião o rio subiu 9,41 metros na mesma estação fluviométrica. Outras grandes cheias ocorreram em 1949, 1946, 1943 e 1983. Nos últimos 20 anos, as maiores cheias ocorreram em 2007, 2012, 2006 e agora em 2020.

Foto: Edson Nogueira.

Tiago Marques / Agência Sertão.

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